Enfrentar os medos e encarar as pessoas de frente e de cara lavada é um ato de coragem. É colocar um ponto final na história antiga e nos estereótipos e começar uma nova, cheia de incertezas. O novo sempre assusta, mas só até se tornar velho. Depois cai na rotina e vira parte da gente. O ruim é sempre o início. O mais difícil é colocar uma pedra no passado e fingir que ele é apenas uma música do Capital Inicial que você se identifica. Difícil é fingir que ele nunca existiu. As marcas ficam e se transformam em novos medos. Os medos incomodam e aceleram as batidas do coração. Daí o coração retruca, doendo, sentindo tudo, mas não podendo dizer nada.
Depois de todas essas concepções, eu, particularmente, decidi tentar um nova forma de viver. Sem ficar sempre na defensiva, sabe? Sem esperar demais, sem julgar demais e sem dar valor exagerado para coisas mesquinhas. Aceitar as pessoas como elas são e permitir que elas formem suas próprias opiniões sobre mim sem me preocupar com isso, me parece ser um ato democrático e libertador. Assim eu me livro de uma vez dessa mania idiota de querer agradar a todos e, muitas vezes, ser quem não sou e acabar fazendo escolhas mal-feitas. Então, eu vou ser verdadeira comigo, e quanto aos outros, bom, os outros não precisam gostar de mim para que eu seja feliz. Porque a felicidade vem de dentro. Do coração que retruca e dói, mas que sabe que está fazendo a coisa certa.








